O cachorro é o melhor amigo do homem, vejam aqui um exemplo!
Vídeo enviado por Adilson Gutierres Araújo
O Kimovimento nasceu para tratar de temas diversos, principalmente de cultura, arte, lazer, movimentos sociais, ambientalismo, interesse público e cidadania. Viva a vida a cada momento !
Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina,
lanço a pergunta:
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Em geral, achamos que as pessoas de sucesso são ricas e/ou têm acesso e destaque na mídia de massa (TV e jornal). O resultado de nossa pesquisa confirmou isso. Com isso, o universo das pessoas elegíveis nos faz concluir que poucas pessoas deram certo na vida. Na verdade, muito poucas. Isso é uma loucura. Para cada Ayrton Senna, há dezenas de mecânicos e técnicos que contribuíram de maneira decisiva para as vitórias do grande piloto. Para cada Gerdau, há centenas de funcionários que não chegaram a ser gerentes, mas são felizes. Para cada Kaká, existem milhões de brasileiros anônimos que conseguem realizar seus sonhos. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não é ninguém porque não conhece o castelo de Caras ou não possui um carro importado nem um apartamento maravilhoso. Todo dia vejo porteiros semi-alfabetizados levando seus filhos para a escola. O Zé, porteiro aqui do prédio é um deles. O seu maior orgulho é poder contar que embora não tenha concluído o ciclo básico, conseguiu fazer seu filho mais velho entrar na Universidade. Conversei com esse filho esta semana e ele se mostrou super orgulhoso do pai que tem. Então, para mim, o Zé é um cara de sucesso! A conseqüência de não valorizarmos as pessoas "comuns" é maior do que pensamos. Como aponta o consultor Roberto Shinyashiki, "O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência". As pessoas decoram as respostas que devem ser dadas na entrevista de seleção e quem acaba contratado, via de regra, é a pessoa boa em conversar, em fingir, e não a mais competente. Como aponta Shinyashiki, o modelo de gestão adotado na maioria de nossas empresas "cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento". Todos os discursos e boa parte dos cursos procuram motivar as pessoas. Claro que muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é falta de competência. Além do que, os incompetentes motivados são capazes de fazer besteiras monumentais! O Caetano Veloso tem uma frase que para mim é uma síntese do Brasil. Em 1968, quando o júri do festival da Record desclassificou sua música Alegria, Alegria, Caetano disse que "o júri é simpático, mas é incompetente". O brasileiro é, reconhecidamente, simpático. Morei na França por 5 anos e eles se acham (sobretudo os parisienses) antipáticos e nos reconhecem como um dos povos mais simpáticos do planeta.
Mas somos, em geral, incompetentes! Os vendedores não conhecem os produtos que vendem, o farmacêutico não é farmacêutico, atendentes não nos dão atenção e jogadores de futebol não conseguem falar três frases corretamente. Claro que isto é uma generalização redutora. A vida é muito rica e diversa do que esta afirmação genérica que fiz, mas acho que, em geral, é verdade.
Pior, como poucas pessoas conseguem ser elas mesmas e a maioria não consegue ter o que gostaria, parece que o objetivo de vida das pessoas passou a serparecer... As pessoas parecem que sabem, parecem que fazem, parecem que atendem, parecem que se envolvem, parecem que acreditam. UHU!!! Muito poucos são humildes para confessar que não sabem. A esperança de mudança continua sendo depositada em heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula ou o Meirelles. Quem vai salvar o time? O técnico ou o jogador. Quem vai salvar minha vida? O terapeuta. Será??? Não somos super-heróis nem super-fracassados... Uma das coisas boas de uma crise (econômica ou pessoal) é que ela pode nos ajudar a entender que somos os únicos responsáveis pela nossa própria vida e que só depende de nós nos libertar dessa tirania da aparência. Uma das coisas que procuro fazer para tentar evitar essa tirania é observar atentamente as pessoas que cedem a ela. Toda vez que vou ao barbeiro procuro ler a revista Caras para tentar entender o que se passa na cabecinha daquelas pessoas. E reparei alguns traços em comum entre elas. Em geral são pessoas que gostam de aplauso e elogios públicos, precisam estar com alguém para se sentirem amadas e ter segurança e, em geral, lêem pouco (ou não lêem), e têm muitas atividades mas pouca reflexão. Vivem uma vida supostamente intensa e feliz, correndo de um lado para outro, atendendo celulares, correndo atrás de sonhos que não são verdadeiramente os delas... Achamos que o sucesso são essas pessoas, como se o sucesso não tivesse um significado individual. Achamos que o certo é estar feliz todos os dias. Queremoscomprar tudo o que pudermos (quando troquei de carro a secretária na Coppe me deu os "parabéns"... eu perguntei: por quê???). O resultado da pressa e desses valores é esse consumismo absurdo em que vivemos (olha o Natal aí, gente!! ou a Páscoa, o Dia dos Namorados, o dia da criança). Por fim, ouvimos todos os dias os artistas, a mídia e os gurus dizerem para fazermos as coisas do jeito certo, como se houvesse um único caminho para se fazer as coisas, e eles fossem os únicos a conhecê-lo. As metas podem ser interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não comprar a casa própria, emagrecer ou casar, mas podemos ser felizes vendo a lua, o pôr do sol ou tomando sorvete; ficando em casa sozinho, estando com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar, dando uma volta no quarteirão de casa, indo ao cinema ou deitado em silêncio ao lado da pessoa amada.
O Drauzio Varella conta que quando trabalhava com pacientes terminais ninguém se lamentava, na hora da morte, por não ter comprado o apartamento dos seus sonhos ou por ter aplicado o dinheiro em ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida. E se, ao invés de grandes projetos, a felicidade for feita de coisas pequenas? Não é? O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Para mim, as pessoas de sucesso são aquelas que trabalham para realizar seus projetos de vida e seus sonhos, não para impressionar os outros, mas para ficar bem consigo mesmas. |
Parece que a derrubada de árvores no Gasômetro e a duplicação da Edevaldo não se destinam a atender ao fluxo de ônibus que levam hipotéticos operários da RM para hipóteticas indústrias da zona Sul.Essa conversa para boi dormir, como estava claro desde o início, além do projeto da privatização do Parque, estaria sendo negociada ao estilo da Copa do Mundo, condição prévia para a realização da fórmula Indy no Centro Histórico de Porto Alegre.Essa idéia já tinha sido aventada nos tempos do Clóvis Magalhães, e provavelmente teria também a ver com os famosos portais do Clóvis, o túnel debaixo do viaduto Otávio Rocha, e o desmonte do largo Zumbi dos Palmares - o que foi sustido pelo movimento dos moradores da Cidade Baixa.
ativista socialjornalista e escritoraTania Jamardo FaillaceA fórmula Indy, com velocidades de 300kmh e até mais, é a competição esportiva que mais vítimas causa entre o público. Sendo corrida de rua, o que acontecer na pista (colisões, capotagens, carambolas) inevitavelmente atingirá o público, transeuntes comuns e fachadas.
À diferença de provas em autódromos, em que o público assume voluntariamente o risco, na fórmula Indy basta ser morador ou frequentador do bairro para estar exposto a: risco de morte e lesões graves; barulho equivalente a uma pista de pouso de jatos durante três dias e horas a fio; e interdição do direito de ir e vir na região durante, no mínimo, três dias (sexta - usada na cronometragem dos tempos e regulagens; sábado - definição do grid de largada; domingo - a corrida propriamente dita) .Nesses três dias, o infeliz morador do Centro Histórico não poderá ir ao supermercado, a menos que seu prédio seja colado ao mesmo, nem à farmácia, nem visitar os parentes, nem levar seu cão a arejar, acompanhar seu filho em alguma pracinha, andar de bicicleta, ir até a orla do rio ou à Usina, ler ou escutar seus discos, conversar com os amigos, ou atravessar as ruas do entorno.
Ai dele se tiver uma emergência médica, ou sua casa pegar fogo... Como poderão bombeiros ou ambulâncias acercar-se, com o trânsito interditado na área?A fórmula Indy é especificamente norteamericana, e não é aceita no continente europeu. Quem lucra com ela? Os empresários do esporte e os patrocinadores, e os políticos e administrações que fazem contratos secretos com esses agentes, sem qualquer consulta aos cidadãos e moradores do local, ou respeito às leis municipais.Compreende-se, pois, a sanha contra as árvores do Gasômetro e a elevada do Aeromóvel: elas prejudicam a visão da pista e dos carrinhos. Se for construído algum palanque ou camarotes na Julio Mesquita, como permitirão eles que árvores copadas como tipuanas atrapalhem o espetáculo? Se fossem coqueirinhos, não seria tão grave para o empreendimento da Fórmula Indy.Pessoal, sabemos o que tem custado aos portoalegrenses sua boa fé, e sua confiança no bom senso de suas administrações.Mas alertamos que os contratos com a Indy são por muitos anos, e essas corridas da morte dão-se anualmente.No projeto dos portais de Clóvis Magalhães, estavam envolvidos: a Shell, a Catterpillar, e os famosos catalães, aqueles mesmos que estavam interessados no Cais, e que têm relações com outros gigantes transnacionais, como a Agbar-Águas de Barcelona, responsável por dramáticas guerras da água na América Latina.Os bancos catalães quebraram, mas o dinheiro é virtual, como vocês sabem, e as contabilidades das grandes corporações sempre dão um jeitinho.Há necessidade de se buscar mais informações e divulgar o assunto para que as pessoas se posicionem.
Cá entre nós, não seria essa uma das intenções secretas na tal "revitalização" do cais? transformá-lo numa retaguarda da corrida? É de se pensar.