terça-feira, 18 de outubro de 2011

NA ESCURIDÃO DA ESQUINA VAZIA


Na escuridão da esquina vazia
A realidade e a ilusão se misturam...
Sinto teu corpo colado ao meu...
E numa ansia de paixão que nos assalta,
Nossos beijos e abraços esquecem tudo em volta...
O amor aumenta até tornar-se infinito!

Começamos a vagar pelo espaço,
Feito cometas percorrendo o universo afora
Desvendando mistérios insondáveis,
Conversando com estrelas de brilho sem fim...
Até não temos mais vontade de voltar à terra!
Só vontade de amar...amar...amar...

Mas nem todos entendem e aceitam o amor
E somos obrigados a interromper o vôo
E nos despedirmos tristes e cabisbaixos,
Mesmo sabendo que logo seguiremos viagem,
Pois é só haver uma rua escura 
E uma esquina vazia
Para continuarmos explorando e descobrindo
Cada vez mais a essência da vida
Que nos acalenta noite e dia
E nos alimenta de esperança
E até nos faz sonhar...
Porque nosso amor é tudo isso...
E nunca vai acabar!


Vittório Emmanuel Benevenutto

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

COR AZUL DO MAR


Queria ter agora a inspiração
De alguma forma transformar
Minha loucura em tua razão
De tesão de não se acabar...

Queria ter agora o violão
Pra tentar dizer numa canção
Todo amor do teu olhar,
Toda cor azul do mar...

Luz do sol do meio-dia
Nem com toda poesia
Poderia te explicar
Dessa louca melodia
Dentro de mim a tocar...

Não sei aonde que inicia
Nem aonde isso vai dar,
Mas não esqueço a magia
De ti e de mim que não sai...
Da minha cabeça a tua força,
Luz e energia a me beijar,
Bastava se cumprir a profecia
Tão gostosa da gente se amar!

O amor é um passarinho
Solto e livre pra voar...
Temos asas e muito carinho,
Então por que não decolar?


Vittório Emmanuel Benevenutto

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

DE MIM PRA VOCÊ

(pra Aida Mafei)


Eu posso agora escrever
Pra você de mim
E vai sair assim tão natural
Com tudo que eu quiser dizer...
Seja o que for, será de você.

Há de ser assim como você é...
Há de ser assim como você é...

Não é algo absurdo, nem irreal...
Não é o fim do mundo, nem um sinal...
É só um pouco de mim pra você,
De mim pra você iê iê iê...

Amanhã a chuva vai passar,
Hoje à noite eu vou dormir em paz,
Não vou sonhar contigo, nem te amar,
Não vou ir ao teu encontro, nem ficar,
Vou apenas escrever de mim pra você...
De mim pra você iê iê iê...

Se você perceber, tudo bem,
Se não, não depende de mim,
Está em você o que quiser...

Você é muito mais que tudo isso...
Você é muito mais que tudo isso...
Você é muito mais que tudo isso...
E eu sou apenas eu aqui sozinho
E eu sou apenas eu aqui sozinho,
Escrevendo um pouco de mim pra você,
De mim pra você...
From me to you!



Vittório Emmanuel Benevenutto

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ISSO NÃO É PRA MIM



YESTERDAY...
UM CARA SENTADO NA BEIRA DO RIO
SONHANDO COM VIAGENS MALUCAS
NUM NAVIO QUE PASSA AO LARGO
RUMO AO LONGO E PERIGOSO OCEANO,
O CAPITÃO NA PONTE DE COMANDO,
OLHANDO PARA O CÉU
E PROFETIZANDO UM POSSÍVEL 
ACIDENTE NO MAR,
DIZENDO PRA SI MESMO:
“ISSO NÃO É PRA MIM...”


DIAS ESTRANHOS ENTRANDO
PELOS CANOS SUBTERRANEOS DE IPANEMA,
TERRA DE APACHES DE PORRA NENHUMA,
CERVEJA, ESPUMA E BRUMA,
TANTA BRUMA, QUE SE PERDE NO LABIRINTO
DO INSTINTO DE NÃO TER NENHUM INSTINTO,
DE NÃO VER NADA ALÉM DO ÍSTMO
DE UM BAR COM MESAS E CADEIRAS...
DE PESSOAS FALSAS IDIOTAS
SEMPRE APRESENTANDO SEU VELHO ATO
DE IMBECILIDADES PRA TODO LADO,
BABAQUICE BEM VESTIDA E CHEIROSA,
MALUQUICE CARETA E BEM-COMPORTADA,
CARA DE BESTA, VOMITANDO BOSTA,
O SORRISO MAIS PODRE IMPOSSÍVEL...
E A VIDA ALI, PAIRANDO SOLTA
DE UM LADO PRA OUTRO...
SEM SER PERCEBIDA...
E TRAZ A BRISA E FAZ O LUAR,
ARRANCA O SOL DE TRÁS DO MORRO
E OS “CABEÇAS” SEMPRE ALI...
ATOLADOS NA MERDA DE SI MESMOS...
INDO PRA CASA AOS BANDOS,
NOS CARROS DOS “PAIPAIS”,
REALIZADOS E FELIZES,
DENTRO DE SUA POBRE E PODRE INUTILIDADE...


Vittorio Emmanuel Benevenutto

sábado, 1 de outubro de 2011

LISA ANGELA




Sinto teu lábio verde vermelho.
Sinto teu gosto verde moreno,
Sinto teu cheiro verde sereno,
Aroma doce verde salgado,
Vejo teu olho verde no verde,
Serena mona lisa angela,
Linda menina morena verde.



Vittório Emmanuel Benevenutto


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

DIA A DIA NO ESCRITÓRIO



Chega atrasado. Bate o ponto. Pega a apólice. Emite a apólice. Confere a apólice. Se suja de matriz. Se borra de carbono... Pensa em Birô... Busca lanche. Vai no banheiro. Lava as mãos.
Conversa. Canta... Birô continua no pensamento... Onze e vinte, sai. Pega o onibus. Almoça em casa. Dorme no onibus. Birô novamente... Na parada, dez pra uma. No serviço, uma e trinta. Bate o ponto. Três e trinta, lanche. Ameixa, melão ou pessego? Birô persiste... Seis e dez. Bate o ponto. Seis e quinze. Dúvida... Juca ou Serraria? Onibus lotado. Corpo cansado e suado. Coração amassado. Muito sono. Vontade de sentir. Cheirar. De ter Birô... Vontade de correr mais que o onibus. De ser sabiá para alegrar Birô... Onibus deixa na parada. Chega em casa. Triste. Violão na casa de Birô. Discos também.
O que fazer?... Deitar. Dormir cansado. Sonhar coisas belas. Acordar molhado de suor... A mão lisa e fria na escuridão arranha...
Acende a luz. Nada... O que será?




Vittório Emmanuel Benevenutto

BLUES DO CAZUZA




Pode parecer está errado,
Mas agora te digo: me esqueça !
Andei demais só do teu lado,
Não pensa em nada, nem me mereça...

Algo de nós ficou perdido
No caminho que a gente percorreu,
Meu amor e o teu carinho,
Será que foi só isso que aconteceu ?

Acho que valeu nossa história,
Dentro daquilo que não se perdeu,
Se houve prazer e sorrisos, minha amiga,
Então por que se arrepender ?

O sol brilhou na casa do rio,
A lua nos viu loucos de cara e sorriu...
Gostava tanto me ver
Preenchendo teu espaço vazio...

E o tempo da minha cabeça
Sempre te disse a verdade
Que não fostes capaz de entender...
Será por que dói a realidade ?

Me chamou de triste, com cara de doente,
Mas precisou de mim de dia
E me procurou aflita na noite...
Nem se tocou que eu não era só companhia,
Que eu não apenas te quis...

Não viu que além desse amor,
Nunca fui mais nada do que devia...
E acho que isso não foi bom nem ruim...
Nem o começo, nem o fim... apenas sim !



Vittório Emmanuel Benevenutto