sexta-feira, 19 de abril de 2013

TUDO AQUILO QUE NÃO SEI EXPLICAR



Vem depressa,
Vem correndo,
Que o vento não dá mais...
Sigo tentando ir em frente
E sou empurrado pra trás...
Tudo pode ficar bom,
Se você souber o tom
Que o som deve ser cantado...
Nada pode ir em frente,
Se você demora tanto...
Eu não consigo me animar,
Fico perplexo, parado, perdido...
Mesmo sentindo
O doce perfume dos campos
E do teu corpo molhado e melado,
O meu canto indeciso
Se torna tudo aquilo
Que não sei explicar!



Vittório Emmanuel Benevenutto


terça-feira, 16 de abril de 2013

O JUDEU DOADOR


Um judeu, de sangue raríssimo, doou ½ litro de sangue a um milionário muito doente.
Para retribuir o gesto, o milionário deu-lhe uma BMW 0 km .
Dias depois, o milionário precisou de mais sangue.
Avisou ao judeu, que super-depressa foi ao hospital. Seria preciso mais 1 litro .
O judeu falou:
- Se quiser, tire logo 3 litros .
Assim feito. No dia seguinte o judeu recebe uma caixa do milionário 
contendo 3 esfihas. 
Ficou indignado! Foi cobrar do milionário uma explicação.
- Ora, da primeira vez, doei ½ litro e ganhei uma BMW.
Na segunda vez, 3 litros e só ganhei 3 esfirras. Por que?
O milionário explicou:
- Você esqueceu de que agora tenho sangue judeu?
 Buda gue Bariu !!!!!!


Material  enviado por "Dr.Freud"
Edição de Vittório Emmanuel Benevenutto

segunda-feira, 15 de abril de 2013

REALIDADE JOVEM



Passam dias...
Noites...
Passam semanas, meses, anos...
Tudo passa !

Só o que fica é a mesma coisa de sempre:
Levantar cedo,
Trabalhar um dia todo,
Estudar à noite,
Conversar com um amigo
Sobre aquela paixão louca não correspondida...

Cair em depressão,
Ter vontade de gritar em plena aula de química,
De ter que aguentar quatro longos períodos,
Só pra ser mais alguém...

De pegar o onibus meia-noite,
De chegar tarde e jantar sozinho,
De morar numa casa dormitório...

De sonhar cansado que ninguém passa fome,
Que o mundo está todo em paz,
Que a menina dos sonhos verdes acordados
Está ao meu lado pra sempre...

Que a vida é um sonho dentro de outro sonho...
De acordar ainda nas ilusões dos sonhos...
E cair na dura realidade das seis e meia da manhã,
Me chamando bruscamente
Pra começar tudo outra vez...



Vittório Emmanuel Benevenutto


sábado, 13 de abril de 2013

ARENA DO GRÊMIO IV - DE QUEM É O TERRENO DA ARENA DO HUMAITÁ?



Arena do Humaitá
esbulho do patrimônio público

AS AVENTURAS E DESVENTURAS DE UMA LEI DE MENTIRINHA

Tania Jamardo Faillace
jornalista - Porto Alegre, RS

antecedentes

Em 1963, o Estado do Rio Grande do Sul doou uma área de 38 ha,  perfeitamente definida, na zona Norte de Porto Alegre, à Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul para a instalação de uma universidade do trabalho, como então se chamavam escolas profissionais altamente técnicas em nível de Segundo Grau (tipo Escola Parobé). O local era um banhado imprestável, a não ser para as espécies (aves) que lá faziam nidação ou pouso de passagem, e como esponja natural de drenagem para o interior do bairro Humaitá.

A FCORS plantou no local centenas de árvores de espécies diferentes, aterrou onde era necessário, e criou uma excelente escola técnica, a Santo Inácio, com um belíssimo ginásio, permitindo o uso livre do resto do terreno pela população, como um parque popular, utilizado por  oito campos de futebol de várzea, mais uma sede de cultura tradicionalista.

Situado na zona Norte, a tradicional zona industrial da cidade, a escola estava então no local certo. Sendo uma escola particular, embora destinada à profissionalização de técnicos da classe  trabalhadora, dependia em grande parte de convênios e sistema de bolsas. Lá pelas tantas, o Estado e a Prefeitura não renovaram os convênios, e a escola passou a ter prejuízos, porque seu ensino era custoso e de alto nível (tirou mais de uma vez o segundo lugar em qualidade de ensino no Enem, segundo informação do presidente da entidade).

especulação imobiliária e futebol

A construtora OAS, na ocasião – cinco ou seis anos atrás, – procurava um terreno barato para construir um estádio que pudesse oferecer (alugar/vender/permutar) ao Grêmio Futebol Club em troca do Olímpico Monumental, cujo terreno era ambicionado para construções de luxo, dentro da proposta geral do setor construtivo, de elitizar os bairros daquela região, expulsando a população original e o pequeno comércio, como já tinha sido feito na Vila Ipiranga, área que hoje é do Shopping Iguatemi (o qual ganhou aquele terreno de graça).

A OAS procurou os terrenos menos dispendiosos. Tentou o da Habitasul, achou caro. Procurou a FCORS. A Federação não podia vender, nem arrendar, nem penhorar. As doações públicas são sempre condicionadas e limitadas. O donatário não pode desistir do que faz nem mudar de ramo, ou perderá a doação, que deverá devolver ao doador, sem direito a indenizações pelas benfeitorias realizadas no local.

O então presidente do Grêmio pertencia ao staff do governo Crusius. Sabia da situação difícil da FCORS. Elaborou-se, pois, um plano, ilegal e inconstitucional, e até delituoso, mas que foi empacotado e apresentado sob o pretexto do PAC da Copa. A direção do clube não hesitou em colocar os interesses dos construtores acima dos interesses do clube, então em difícil situação financeira (tal e qual a FCORS); a governadora, por outro lado, não se inibiu em passar por cima das leis do Estado e da União, e até dos interesses da educação no Estado. Como se diz popularmente, juntaram-se a fome institucional estadual com a vontade de comer da construtora.

a operação

A Federação não podia ser simplesmente expulsa do pedaço, porque havia cumprido exatamente com suas obrigações contratuais. A governadora resolveu transferir as obrigações contratuais para outro terreno qualquer. Em 2008, doou, pela lei 13.093 um outro terreno para a Federação, na estrada Costa Gama, no Extremo Sul do município. Detalhe: esse terreno não pertencia ao Estado, mas ao Círculo Operário de Porto Alegre, entidade privada, e pessoa jurídica completamente independente da Federação.

Normalmente, para isso, ela teria antes que comprar esse terreno, desapropriá-lo ou confiscá-lo, a fim de dispor do mesmo para as suas doações. Não poderia comprá-lo sem licitação e não tinha base legal para fazer uma licitação apenas para atender aos interesses indiretos da construtora; não podia desapropriá-lo, a menos que tivesse um projeto público que o exigisse, e então não teria como passá-lo adiante, e sim executar o tal projeto público; não podia confiscá-lo, porque não existiam dívidas fiscais que autorizassem a tomada do imóvel por dívidas.

Então, fez uma doação "de mentirinha". O objetivo era passar os gravames para a Costa Gama e liberar o terreno de Humaitá. A Assembléia Legislativa aprovou o monstro jurídico por unanimidade, ao que se soube. Todos os partidos, pois, foram cúmplices dessa farsa explícita, que, num país mais respeitador das leis, renderia processos criminais para todo o mundo.

Dois anos depois, a Federação comprou o mesmo terreno (que ficticiamente lhe tinha sido doado) do Círculo Operário. Uma transação normal, a dinheiro (provável adiantamento do que viria a receber pela negociação do terreno Humaitá por parte da interessada em lá construir). Se quisesse, a Federação poderia simplesmente ignorar os tais gravames, já que se tratava de uma compra e não de uma doação. Não, conscienciosamente, a FCORS averbou os gravames da falsa doação, onerando o terreno comprado normalmente.

Temos aí, vários atos de falsidade ideológica, cometidos por vários personagens, a começar pelas autoridades e os poderes públicos.

novos personagens num mesmo endereço e negócio

Com essa compra e averbação, foi então procedido o parcelamento da área do Humaitá. Até janeiro de 2011, havia a mesma sido dividida em quatro porções. Duas foram vendidas à Nova Humaitá Empreendimentos Imobiliários, com sede no mesmo endereço da construtora OAS. Duas permaneceram em poder da Federação, estas ainda com os gravames de impenhorabilidade e inalienabilidade.

Ah, detalhando todo o negócio... a Federação foi intimada a oferecer compensações, na construção de outra escola, situada antes no mesmo terreno e transferida, salas de aula, etc. O que, certamente, transformava a "doação" numa transação pecuniária, embrulhando ainda mais o entendimento do negócio para qualquer advogado digno desse nome. Afinal, seriam doações sobre doações, ou seriam transações comerciais? E se fossem transações comerciais, não deveria ter havido as competentes licitações?

A verdadeira milonga do gaúcho doido...

Mas o assunto não estava terminado, como ainda não está. Uma outra empresa, criada para ser a dona do estádio chamado Arena, no Humaitá, a Arena Portoalegrense S/A, cujo presidente parece ser mineiro, entrou com um pedido de ART (anotação de responsabilidade técnica, documento necessário no momento de pedir licença para construir) no CREA/RS, alegando ser proprietária do terreno, o que não era verdade, como vimos acima, uma vez que, naquele ano, metade foi vendido à Nova Humaitá Empreendimentos, e metade permanecia com a Federação. Essa empresa, com um capital social de um mil reais, dizia-se proprietária do terreno no Humaitá, e contratante da OAS para construir um estádio de 400 milhões de reais. Casualmente, seu endereço de então era o mesmo da construtora OAS e da Nova Humaitá Empreendimentos, na avenida Mostardeiro 366/ 802, próximo à Florencio Ygartua.

Conclusão

O terreno legalmente continua pertencendo ao Estado, e deve ser devolvido ao mesmo, já que todas as transações assinaladas se basearam numa lei inválida, sobre informações inverídicas, e portanto devem ser reconhecidas como NULAS. Com base nas cláusulas do contrato original de doação, houve alteração do uso do imóvel, o que caracteriza a inadimplência do contrato, e obriga a devolução da área ao Estado, sem direito a indenizações por benfeitorias.

Tudo o que estiver construído no local, se estivermos vivendo num Estado de Direito e de normalidade jurídica, deve ser imediatamente entregue ao Estado, sem direito a compensações ao inadimplente e seus associados.

Estão disponíveis ao acesso público, os documentos legislativos e cartoriais referentes a todos esses movimentos até janeiro de 2011, segundo a listagem constante do Adendo, mais abaixo.

Denunciado o esquema ao Ministério Público Estadual ainda em julho de 2010, e municiado esse processo com diversos adendos e fotos posteriores, o MP ainda não se pronunciou.

Convém lembrar que o estádio Arena foi construído, em parte, com mão de obra semi-escrava, e também apenada, com proibição de vistorias por parte do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil sob o pretexto de tratar-se de uma obra grande, e o referido sindicato só poder defender trabalhadores em obras de pequeno porte (!).

Decisões muito estranhas toma nossa Justiça do Trabalho...

Nossa sugestão

Devolvendo-se a área ao Estado, como temos falta de presídios, imagino que o estádio poderia ser adaptado a uma prisão de segurança máxima, apenas fechando-se as aberturas externas e providenciando o detalhamento interno. Em ótima situação, bem ensolarada e ventilada, seria o ideal para os condenados por crimes de colarinho branco. Poderia também ser unissex, atendendo a uma postura mundial de igualdade entre os sexos... (TJF)
________________

ADENDO
Para quem quiser comprovar pessoalmente as asserções acima, segue lista dos principais  documentos a elas referentes até janeiro de 2011, e como localizá-los:

- registro de imóveis da 4ª zona de Porto Alegre, livro 3-BX, fls. 126, nº 65.646
- registro de imóveis da 4ª zona, Torrens 22.940
- registro de imóveis da 4ª zona de Porto Alegre, Livro 3-D, fls. 138, nº 6.422, data 25/03.1965
- lei estadual 13.093, de 18/12/2008
- lei estadual 4.610, consolidada com a anterior, 18/12/2008
-  lei municipal 610, de 8/01/2009
- 4º tabelionato de notas de Porto Alegre, Livro 204-C, compra e venda, fls.95, nº52.657
- registro de imóveis 3ª Zona de Porto Alegre - matrícula 149.419
- registro de imóveis 4ª zona,  matrícula 157.918
- registro de imóveis 4ª zona, matrícula 157.921
- registro de imóveis 4ª zona, matrícula 157.919
- registro de imóveis 4ª zona, matrícula 157.920
- ART 5473176, Arena Porto Alegrense S/A - CREA/RS,  14/09/2010
- CNPJ 10938980/0001-21 - end. Mostardeiro 366/802 - Porto Alegre, RS
- ISSQN 53677722 - Arena Portoalegrense S/A - end. Mostardeiro 366/802 - Porto Alegre, RS
- CNPJ 10938773/0001-77 - Nova Humaitá Empreendimentos Imobiliários S/A - end. Mostardeiro 366/802 - Porto Alegre, RS
- Alvará de localização 4120043 - 13/11/2009 - Construtora OAS Ltda. - end. Mostardeiro 366/802 - Porto Alegre , RS
- Alvará de localização 451892 - 17/10/2011 - Empreendimentos Imobiliários OAS26 SPE - end. Mostardeiro 366/802 - Porto Alegre, RS
Tania Jamardo Faillace
ambientalista, jornalista e escritora




Edição de  Vittório Emmanuel Benevenutto


quinta-feira, 11 de abril de 2013

SANTO MODERNO II

O SANTO MODERNO MULTIPLICA
SEU DINHEIRO COMO ÁGUA...
COMPRA, VENDE, TROCA...
FAZ QUALQUER COISA 
POR DINHEIRO ! ...

TODA MANHÃ, 
ANTES DOS NEGÓCIOS, 
FAZ ESPORTE;
A NOITE TEM SORTE 
E PINTA DE GALÃ
E QUANDO GANHA ( OU COMPRA ) 
UMA NOVA GAROTA,
USA, ABUSA E DEPOIS DA CAMA,
PAGA OU JOGA FORA...

E ASSIM FICA RICO,
E ASSIM TORNA-SE 
UM "GRANDE HOMEM",
BATALHADOR INCANSÁVEL 
PELA MORAL E BONS COSTUMES,
PATRIOTA AGRACIADO 
COM TÍTULO DE COMENDADOR...


“TÁ RINDO, É? ... MAS É REAL!”

Vittório Emmanuel Benevenutto


quarta-feira, 10 de abril de 2013

LIXO ESPACIAL


O lixo espacial são objetos criados pelos humanos, que se encontram em órbita ao redor da terra  e que não desempenham mais nenhuma função útil, como as diversas partes de dejetos que são descartados quando do lançamento de naves espaciais. Tanto podem ser peças pequenas, como ferramentas ou até uma das luvas perdida pelo astronauta Neil Armstrong, na missão Gemini VIII em 1966.


Também são deixados partes dos foguetes e satélites desativados, que congestionam o espaço ao redor da terra e podem causar riscos de acidentes em órbita. Também podem entrar na atmosfera terrestre; como ocorreu no dia 10 de fevereiro de 2009, quando um satélite Russo desativado, chocou-se contra um satélite privado de comunicações à 780 Km de altitude sobre a Sibéria, gerando uma nuvem de escombros, sendo esta a primeira colisão registrada entre satélites.


Estudos feitos pela NASA (Agência Espacial Norte Americana), calculam que existem por volta de 3,5 milhões de resíduos metálicos, em tamanhos inferiores a 1 cm ao redor de nosso planeta. O número de destroços aumentam a cada ano que passa, sendo esta a grande preocupação dos pesquisadores. Daqui a 20 anos não será mais possível realizar novas operações em órbita.



Edição de VIttório Emmanuel Benevenutto

terça-feira, 9 de abril de 2013

LIXO ATÔMICO



“Lixo atômico” é o termo popular para designar o “lixo radioativo” gerados em reatores nucleares.


Durante o funcionamento de um reator nuclear, isótopos radioativos extremamente perigosos como césio, iodo, plutônio,entre outros, são criados. Rejeitos radioativos que não podem ser reutilizados por conterem elementos radioativos não podem serem tratados como lixo comum.


Um dos grandes problemas ambientais deste lixo é onde depositá-lo, já que a radioatividade desse dejetos se prolonga por milhares de anos e é extremamente nociva aos seres vivos.


Geralmente o lixo é colocado em grossas caixas de concreto e jogado no mar, porém é impossível garantir que as proteções aos conteúdos não venham a se deteriorar com o tempo, gerando grande preocupação em relação ás gerações futuras e a vida na terra.


No Brasil, ainda não há um lugar escolhido para o depósito definitivo para o lixo nuclear produzido nas usinas de Angra 1 e 2, ficando o lixo em depósitos intermediários. Eles são selados em barris, guardados na usina e depois levados para um dos quatro depósitos existentes a 2 Km de Angra, onde são vedados com concreto e resinas isolantes, para garantir nível zero de radiação.




Edição de Vittório Emmanuel Benevenutto