quarta-feira, 5 de novembro de 2014

CORRUPTELAS LUIS FERNANDO VERISSIMO

"Corrupção" vem do latim "rumpere", ou romper, quebrar. Da mesma origem latina vem a palavra "rota", através de "ruptura", que virou "rupta" (um caminho aberto) no latim vulgar e está na origem do francês "route", rota, e também de "rotina". "Corrupção" e "rotina" vão se encontrar no Brasil moderno. A culpa não é do nosso caráter, é da etimologia.
Quem busca as origens das palavras pode, muitas vezes, se ver atacado por elas por trás. O francês que for procurar no Google, como eu, a origem do anglicismo "cocktail"  esperando descobrir alguma coisa envolvendo o galo e seu rabo, descobrirá que a palavra vem de "cocklay", uma corruptela na língua "creole" do sul dos Estados Unidos,
de "coquetier", um cálice para ovos, em francês. O que não o impedirá de continuar pedindo "um coctel" sempre que quiser "dry Martini" ou "um old fashioned" antes de comer um "beefstake", ou steak de "beef", corrupção inglesa do francês "boeuf".
O mesmo francês, enquanto joga golf acompanhado de "um caddie", palavra que vem da Escócia mas estava lá de passagem porque é uma adaptação do francês "cadet"; pode comentar que esteve no México e se maravilhou com as bandas de "mariachis", sem saber que "mariachi" vem de "marriage", pois era a música tocada nos casamentos durante a ocupação do México por quem? Pelos franceses.
O mesmo francês, quando usa "les jeans" pensando que são uma invenção americana não sabe que a palavra vem da pronuncia inglesa de "Gênes", Genova em francês, pois era em Genova que fabricavam o tipo de tecido usado nas primeiras calças jeans.
E você quer saber de onde vem a palavra "sicofanta", também muito em moda no Brasil de hoje? Antigamente queria dizer informante, ou, em grego, quem mostrava onde estavam os figos. "Sukon" era figo e "phantes", o que mostra. Isto porque havia um animado tráfico de figos na época e os contrabandistas da fruta eram perseguidos pelas autoridades. Sempre o tráfico.
O que seria de nós sem o Google?
(zero hora - 14/abril/2014)

Luis Fernando Verissimo - cronista e escritor

Edição de Vittório Emmanuel Benevenutto

terça-feira, 4 de novembro de 2014

SOBRE AMIZADE II



Ediçao de Viitório Emmanuel Benevenutto

AVISO IMPORTANTE

  


Não ria deste veículo, sua filha pode estar dentro dele !



Edição de Vittório Emmanuel Benevenutto


FRASE DO DIA



Frase enviada por Doni


AQUECIMENTO GLOBAL RECORDE


As concentrações de gases que provocam o efeito na atmosfera alcançaram o nível mais elevado dos últimos 800 mil anos, anunciaram especialistas em um relatório divulgado em Copenhague, na Dinamarca.
A temperatura média na superfície da terra e dos oceanos aumentou 0,85°C entre 1880 e 2012, um aquecimento de velocidade inédita,
destacou o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.
Segundo os cientistas, o mundo tem pouco tempo para conseguir manter o aumento global da temperatura abaixo do limite de 2°C, a meta da comunidade internacional.
As emissões mundiais de gases que provocam o efeito estufa devem ser reduzidas de 40% a 70% entre 2010 e 2050 e desaparecer até 2100, anunciou o IPCC, no relatório mais completo sobre as mudanças climáticas desde 2007.
O relatório científico do IPCC serve de base para as negociações entre países sobre medida para reduzir as emissões de gases-estufa.






Historicamente, os países industrializados têm sido responsáveis pela maior parte das emissões globais de gases de efeito estufa. Os Estados Unidos é o país líder na emissão destes gases. Entretanto, na atualidade, vários países em desenvolvimento, entre eles China, Índia e Brasil, também se posicionam entre os grandes emissores. Mesmo assim, numa base per capita (ou seja, calculando o total de emissões de um país dividido pelo tamanho de sua população), os países em desenvolvimento continuam tendo emissões mais baixas do que os países industrializados. Como pode ser observada tabela abaixo, o Brasil se apresenta como quarto maior emissor de gases de efeito estufa, segundo dados de 2005 que contabilizam as emissões causadas por mudanças de uso do solo tais como desmatamento. Em 2006, a China ultrapassou os EUA com a emissão de 1,66 bilhões de toneladas de carbono e se tornou o líder das emissões mundiais (20% do total) por queima de combustível fóssil. 
Se considerarmos os maiores emissores mundiais apresentados pelo gráfico, é interessante notar que apenas estes 20 países respondem por 77,4% das emissões globais resultantes da queima de combustível fóssil mais mudanças no uso do solo, uso do solo e florestas (baseado nas emissões registradas em 2005).
Em relação à fonte de emissão, também pode se observar um padrão global. A maior parte das emissões decorrentes da queima de combustíveis fósseis provém dos países industrializados e as decorrentes das mudanças no uso da terra dos países em desenvolvimento.





Pesquisa Wikipédia e Google Imagens
Edição de Vittório Emmanuel Benevenutto


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

FANATISMO

Minha alma de sonhar-te anda perdida,
Meus olhos andam cegos de te ver,
Não és se quer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda minha vida,

Não vejo nada assim, enlouquecida,

Passo no mundo meu amor a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida,

Tudo no mundo é frágil, tudo passa,

Quando digo isso toda graça
De uma boca divina fala em mim

E olhos postos em mim, vivos de rastros,

Podem criar mundos, morrer astros,
Que tu és como um Deus, princípio e fim.

Florbela Espanca

Edição de Vittório Emmanuel Benevenutto

FLORBELA ESPANCA

FLORBELA ESPANCA

Florbela d'Alma da Conceição Lobo Espanca nasceu em
VilaViçosa (Alentejo), em 1894, ignorada pela preconceituosa
crítica do ínício do século XX, é considerada hoje em dia a
mais sublime voz feminina da poesia portuguesa de todos os
tempos. Seus sonetos são um ousado diário íntimo, onde
palpitam as ânsias de mulher ardente a clamar pelas carícias
de um amor impossível. O caudal dessa insatisfação veio
desembocar ( principalmente após a morte em um acidente aeroviário de
seu irmão em 1927 ) na trágica madrugada de
seu 36º aniversário, quando a bela e carnal alentejana se calou
para sempre, após uma dose excessiva de Veronal.
Livros de poesia publicados por Florbela Espanca: Livro de Mágoas,
1919; Livro de Soror Saudade, 1923; Reliquiae, 1931; Charneca em
Flor, 1929.
Livros de contos: As máscaras do destino, 1931 e Dominó negro, 1931.
O soneto "Fumo" foi musicado pelo compositor Fagner em seu
LP FAGNER de 1982.

Soneto extraído de "Poesia de Florbela Espanca Vol. 2" e material
sobre a autora de L&PM Editores


Edição de Vittório Emmanuel Benevenutto